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Em um tempo em que tudo que acontece acaba se tornando parte do domínio público, fica difícil, ou quase impossível esconder determinadas coisas das pessoas. Esse detalhe implica também nas informações que chegam às crianças, e às pessoas que não estão preparadas para tantas coisas. Em se tratando do Brasil, é um grande número de pessoas que não consegue ser um bom receptor.
Entendam então como um mal receptor, todo aquele incapaz de mastigar uma notícia antes de ingerir, todo aquele não capaz de discernir o certo do errado e que acredita em tudo o que dizem.
O mundo de hoje, e eu falo necessariamente da mídia hoje, cria para nós todo um padrão de comportamento, nos é dito como agir, como vestir, como se comportar, como ouvir, como enxergar, sentir, mentir, refletir, dormir, viver, e o que mais der na telha. As pessoas, por natureza, são incapazes de aceitar ao próximo, e para isso querem sempre adulterar o comportamento alheio, isso até hoje causa guerras e conflitos...
Tamanha vontade de querer mudar o comportamento e a maneira de pensar dos outros, além de característica instintiva, faz-se também uma necessidade de criar um público que compre determinados produtos.
Uma maneira genial de vender alguma coisa, é fazendo uma boa propaganda do produto, e para quem vende, nada custa colocar valores éticos na balança para se entenderem como estando agindo certos ou errados. Nós compramos nudez, compramos pornografia, nossas crianças sem a menor ideia do que é, absorvem também grande parte dessa mídia com alto teor de promíscuidade. Tudo com um único objetivo: vender.
Mas, quais as vantagens de criar crianças incapazes de ruminar uma ideia antes de aderí-la como verdade única? Pode ser bem lucrativo, não seria possível vender um produto ridículo se o cliente não se fizesse cego frente à tamanha fonte de burrice. Isso é a publicidade, e a TV nos dias de hoje, uma fonte de burrice para as crianças do amanhã. Claro que em toda regra há excessão, as crianças de ontem também conseguem emburrecer para se adequarem aos meios de hoje.
Um ditado que sempre se valeu nas mais distantes épocas de opressão política e censura, foi silenciar todos aqueles que pensam, pois os que refletem sobre as cousas do dia a dia, acabam por descobrir sua própria verdade, que em contraste às propostas das grandes empresas, as mantém no lugar certo, livre das garras da tirânia publicitária, e de todo o poder de domínio dos meios de informação.
Por Vicente e Aldir
Por Vicente e Aldir
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